|
Espécies
exóticas plantadas em SC
Para fins de reflorestamento
com Pinus spp e Eucalyptus spp., o Estado de Santa Catarina pode ser dividido
em:
a) faixa litorânea e
b) demais regiões do Estado, onde a ocorrência de geadas limita o desempenho
de muitas espécies.
Na faixa litorânea,
recomenda-se o plantio de Pinus caribae var. bahamensis (tropica), uma
vez que seu rendimento é superior ao de P. elliottii var. elliottii e
P. taeda tradicionalmente plantado.

Nas demais regiões
do Estado, as espécies de maior rendimento são Pinus taeda e P.elliottii
var. elliottii.
Embora espécies do
gênero Pinus sejam as mais plantadas no Estado, tem havido crescente demanda
de madeira de Eucalyptus spp., especialmente para energia. Para a espécie
Eucalyptus spp., a limitação prende-se também aos fatos edafoclimáticos,
para a região litorânea recomenda-se o plantio de Eucalyptus grandis e
E. saligna.

Nas demais regiões
do Estado em altitudes inferiores a 1.000 m recomenda-se Eucalyptus viminalis
e E. dunnii, em altitudes superiores, apenas o E. viminalis.
Pinus caribaea
Morelet var. bahamensis Barr. Et Golf.
Pinus caribaea var.
bahamensis ocorre nas Ilhas Bahamas, entre as latitudes 24º e 27ºN, em
baixas altitudes, em regiões com precipitações médias anuais de 1.000
a 1.500 mm e temperaturas médias anuais de 22º a 26ºC. O regime de chuvas
é periódico, com estações secas de dois a cinco meses. Esta é a variedade
mais indicada para as planícies costeiras; deve ser testada, também, em
solos de drenagem lenta. Além de produzir madeira de exelente qualidade
para cconstruções em geral, bem como matéria-prima para as indústrias
de polpa e chapas, ela é produtora de resina.

Pinus elliottii
Engelm. Var. elliottii.
Pinus elliottii var.elliottii
ocorre no sul e sudeste dos Estados Unidos, como P. taeda. Sua área é
mais restrita, estendendo-se mais ao sul até o sul da Flórida, ao norte
até o sul da Carolina do Sul e, a oeste, até o rio Mississippi A precipitação
média anual na região de origem varia de 650 a 2.500 mm, com distribuição
uniforme a estacional com períodos secos de dois a quatro meses. A temperatura
média anual varia de 15º e 24ºC, a média das máximas do mês mais quente
entre 23º e 32ºC e a média das mínimas do mês mais frio entre 4º e 12ºC.
A madeira é de excelente qualidade para muitos usos; além disso, a espécie
é importante produtora de resina.

Pinus taeda L.
P. taeda é natural
das regiões sul e sudeste dos Estados Unidos entre as latitudes 28º e
39ºN e longitudes 75º a 97ºW. A precipitação média anual nessa região
varia de 900 a 2.200 mm, com boa distribuição durante o ano ou estacional
com até dois meses de seca. A temperatura média anual varia de 13ºC a
19ºC, com média das máximas do mês mais quente entre 20ºC e 25ºC e a média
das mínimas do mês mais frio entre 4ºC e 8ºC. A área de ocorrência de
P. taeda é dividida em duas partes. A área maior ocorre a leste do rio
Mississippi, formando populações contínuas de Mississippi até Delaware.
A oeste do rio Mississippi ocorre uma população isolada, em uma região
sujeita a secas mais prolongadas, no Texas. A madeira de P. taeda é de
alta qualidade para muitos usos, como construção civil, fabricação de
móveis, chapas e celulose. Esta espécie não é produtora de resina. A experimentação
já realizada com P. taeda e P. elliottii, em Santa Catarina, permite recomendar
para todas as regiões do Estado exceto para a região litorânea onde o
P. caribae var. bahamanses é mais produtivo.
Eucalyptus dunnii
Maiden.
A região de ocorrência
natural de E. dunnii restringe-se a pequenas áreas no nordeste de Nova
Gales do Sul e no sudeste de Queensland, em latitudes de 28º a 30º15'S
e altitudes de 300 a 750 m. O clima desta região é subtropical úmido,
com temperaturas média das máximas do mês mais quente entre 27ºC e 30ºC
e médias das mínimas do mês mais frio entre 0ºC e 3ºC, ocorrendo de 20
a 60 geadas por ano. A precipitação média anual é de 1.000 a 1.750 mm,
com concentração no verão; a precipitação mensal é sempre superior a 40mm
e a estação seca, no inverno, não excede a três meses. E. dunnii, na área
de distribuição natural prefere solos úmidos, férteis, principalmente
de origem basáltica, mas também ocorre em solos de origem sedimentar,
bem drenados. Na Australia, seu crescimento é considerado um dos mais
rápidos entre as espécies de Eucalyptus. No sul do Brasil, E.dunnii tem-se
destacado pelo rápido crescimento, uniformidade dos talhões, forma das
árvores e tolerância às geadas. E. dunnii é indicado para plantios comerciais
em todos o Estado de Santa Catarina, abaixo de 1.000 m de altitude.

Eucalyptus viminalis
Labill.
Na Austrália, a área
de ocorrência de E. viminalis estende-se desde a Ilha da Tasmânia (43ºS)
até a divisa entre NoGales do Sul e Queensland (28ºS), em altitudes que
variam desde próximas ao nível do mar até 1.400 m. Na área de ocorrência
natural, o clima varia de temperado a subtropical e de subúmido a úmido,
com temperatura média das máximas do mês mais quente entre 20ºC e 32ºC
e média das mínimas do mês mais frio entre -4ºC e 8ºC . As geadas variam
desde zero, nas proximidades da costa, a mais de 100 por ano, nas altitudes
maiores, onde pode nevar algumas vezes. A precipitação média anual varia
de 500 a 2.000 mm, com distribuição uniforme no centro de Nova Gales do
Sul e concentrada no verão, ao norte. A espécie prefere solos úmidos,
bem drenados, principalmente aluviais ou Podzólicos arenosos com subsolo
argiloso. No Brasil, E viminalis é tolerante às geadas, susceptível à
deficiência hídrica e apresenta boa capacidade de regeneração por brotação
das touças.

Eucalyptus saligna
Smith.
A principal área de
ocorrência de E. saligna situa-se nuam faixa de 120 Km ao longo da costa,
de Nova Gales do Sul até o sul de Queensland. A espécie ocorre, ainda,
de forma dispersa, no leste de Queensland, onde apresenta características
próximas do E. grandis. Na região de distribuição natural, a latitude
varia de 21º a 36ºS e altitude vai do nível do mar até 1.100 m; o clima
é temperado ao sul e subtropical ao norte. A temperatura média das máximas
do mês mais quente varia de 24ºC a 33ºC e a média das mínimas do mês mais
frio de -2ºC a 8ºC. As geadas, ausentes nas altitudes próximas ao nível
do mar, podem ocorrer em número superior a 60 por ano, nos planaltos ao
norte de Nova Gale do Sul. A precipitação média anual é de 900 a 1.800
mm, com distribuição uniforme durante o ano, ao sul, e concentrada no
verão, ao norte. Na sua área de ocorrência natural E. saligna desenvolve-se
melhor em solos de boa qualidade, como aluviões de textura média, mas
ocorre, também, em Podzóis e solos de origem vulcânica. Os solos são,
geralmente, úmidos mas bem drenados. Embora seja tolerante ao frio é susceptível
às geadas severas; a espécie suporta fogo baixo e tem alta capacidade
de regeneração por brotação das touças; produzem madeira de maior densidade,
em comparação com E. grandis, e apresentam maior tolerância à deficiência
de boro. E. saligna é indicado para plantios comerciais em Santa Catarina
em todas as regiões, em altitudes inferiores a 800 m, com cuidados em
relação as geadas.

Eucalyptus grandis
W. Hill ex Maiden.
A principal área de
ocorrência natural de E. grandis situa-se ao norte de Nova Gales do Sul
e ao sul de Queensland, entre as latitudes 25º e 33ºS. A espécie ocorre
ainda, no centro (21ºS) e no norte (16º e 19ºS) de Queensland. As altitudes
variam desde próximas ao nível do mar até 600 m, na principal área de
ocorrência, e entre 500 e 1.000 m nas áreas ao norte (Atherton-QLD). O
clima varia de subtropical úmido (área sul) a tropical úmido. A principal
área de ocorrência, a temperatura média das máximas do mês mais quente
está entre 24ºC e 30ºC e a temperatura média das mínimas do mês mais frio
entre 3ºC e 8ºC. A precipitação média anual está entre 1.000 a 3.500 mm,
com maior concentração no verão, principalmente no centro e no norte de
Queensland. A estação seca não ultrapassa três meses. Quando plantado
em locais adequados, E. grandis supera outros eucalyptos em crescimento,
forma de tronco e desrama natural. Sua copa e densa, logo no inicio de
crescimento, o que facilita o controle das plantas invasoras. A madeira
de E. grandis é intensamente utilizada para vários fins. Plantios bem
manejados podem produzir madeira adequada para serraria e laminação. Esta
espécie é susceptível a geadas e recomenda a ser plantada na região litorânea
do Estado de Santa Catarina com grande performance.


voltar
Rua
João de Castro, 68, Ed. Gemini - cj. 801 88501-160 Lages SC
Fone: 49
3251.7300 / Fax: 49 3251-7301
acr@acr.org.br
|