É amplamente aceito
que os recursos florestais e as áreas por eles ocupadas devam ser
manejadas para suprir as necessidades sociais, econômicas, ecológicas,
culturais e espirituais de gerações presentes e futuras. A crescente
conscientização do público sobre a destruição e degradação das florestas
tem levado consumidores a exigir que suas compras de madeira e outros
produtos da floresta não contribuam para esta destruição, mas ajudem
a assegurar os recursos florestais para o futuro. Em resposta a estas
exigências, proliferam no mercado os programas de certificação por
terceiros e/ou de autocertificação.
O FSC (Forest
Stewardship Council, em inglês) ou Conselho de Manejo Florestal é
uma entidade internacional que credencia organizações certificadoras
de modo a garantir a autenticidade de suas declarações. O processo
de certificação começa por iniciativa voluntária dos proprietários
de operações florestais e responsáveis pelo manejo florestal. São
eles que solicitam os serviços de uma organização certificadora. O
objetivo do FSC é promover o manejo das florestas do mundo
de forma ambientalmente adequada, socialmente benéfica e economicamente
viável. Isso é feito através do estabelecimento de um padrão mundial
de Princípios de Manejo Florestal amplamente reconhecido e respeitado.
Os Princípios
e Critérios (P&C) do FSC se aplicam a todas as florestas tropicais,
temperadas e boreais. Muitos destes P&C aplicam-se também às plantações
de árvores e florestas parcialmente replantadas. Padrões mais detalhados
para estes e outros tipos de vegetação devem ser desenvolvidos em
nível nacional e local.
O FSC também
reconhece diferenças entre plantações florestais de espécies exóticas
e de espécies nativas. As primeiras inerentemente colocam mais riscos
do que as segundas e exigirão salvaguardas ecológicas e sociais adicionais.
Tais salvaguardas serão articuladas no âmbito dos padrões regionais
do FSC.
O FSC conduzirá
atividades educacionais para aumentar consciência do público sobre
a importância das seguintes questões:
· Melhoria
das práticas de manejo florestal;
· Incorporação
dos custos totais de manejo e de produção no preço de produtos de
origem florestal;
· Promoção
do melhor uso dos recursos florestais;
· Redução de
danos e desperdícios;
· Importância
de evitar o excesso no consumo e na exploração florestal.